No more tears

Mirrorpix / Geety Images

Quem diria que o Príncipe das Trevas já foi dono de uma pacata perua?

E não qualquer perua: a station wagon era uma Volvo, marca sueca que produzia carros confiáveis, seguros, estáveis. Meio que destoante, talvez... do cara na foto? Quem sabe...

Essa Volvo SW, por sua vez, não era uma perua qualquer: pertencia à série 200, mais precisamente era uma 264 GLE. Sem dúvidas um carro premium (terminho meio babaca esse, né?), mas sem o glamour de um Mercedes-Benz, as linhas esportivas de um BMW ou a classe de um Jaguar: era um carro discreto porém confortável, prático e eficiente, no estilo lagom sueco.

Apesar disso, tinha dinâmica interessante - pelo menos no papel, nunca dirigi um pra saber: tração traseira combinada com um motor V6 PRV, por vezes chamado de Douvrin, desenvolvido em parceria com a Peugeot e a Renault, daí a sigla. Era para ter sido um motor V8, mas os frequentes choques do petróleo nos anos setenta fizeram com que ele fosse "encurtado". Assim, ele se tornou um motor com seis cilindros em "V" a 90°, com bloco e cabeçote de alumínio. No caso da 264, o motor era 2.7 litros (mais precisamente 2664 cm³) e rendia 138 cv. 

Talvez não à toa que o irmão menor e mais leve da 264 SW, o 242, levou o título do Campeonato Europeu de Turismo em 1985, com o sueco Thomas Lindström e o italiano Gianfranco Brancatelli ao volante. O motor aí era diferente: 2.1 litros, turbo, desenvolvendo 345 cv de potência. A série 200 fez sucesso em campeonatos de turismo mundo afora, destoando da imagem nada esportiva que o modelo tinha.

Divulgação Volvo Cars

Tal qual Ozzy Osbourne, que destoava consideravelmente da peruona na foto.



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