Na última semana fui conferir de perto o lançamento da nova geração (F74) da Série 2 Gran Coupé lá na PG Prime, concessionária da BMW em Natal.
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| Imagens: acervo próprio |
Mas não tive como não parar para contemplar um carro que, na minha humilde opinião, representa o ethos da marca alemã - a BMW M2.
O modelo pertence à geração G42, lançada em 2021 para substituir a F22. Tal qual a M235 Gran Coupé, suas linhas são de autoria do designer mexicano José Casas, sendo a M2 produzida na planta BMW localizada na cidade mexicana de San Luis Potosí.
Sendo uma BMW com a insígnia M, símbolo da divisão de carros esportivos BMW Motorsports, o desempenho sem dúvidas é diferenciado: a M conta com um motor TwinPower Turbo, de seis cilindros em linha - configuração clássica da BMW - denominado S58, rendendo 480 cv de potência a 6.350 rpm e 55 kgfm de torque em uma faixa que vai das 2.600 às 5.950 rpm. O esportivo faz o 0 - 100 km/h em 4,2 segundos, com a velocidade máxima limitada a 250 km/h. Vale salientar que esse motor é 100% à combustão, sem qualquer auxílio elétrico.
É aí que entra minha visão sobre a M2 atual representar tão bem o espírito da BMW: o de ser uma marca que produz carros com engenharia sofisticada, mas não ao ponto de diluir a experiência ao volante. E o M2 me parece ser mais purista do que os demais esportivos da marca bávara.
Antes de prosseguir, tenho que dizer logo: nunca dirigi um BMW. Se quiser, vá em frente, pode me chamar de piloto de teclado. Contudo creio que, baseado no que leio na imprensa, algumas impressões minhas não devem estar tão longe assim da realidade. Como o fato de que, diferente de outros carros da BM, a M2, por não contar com nenhum nível de hibridização (essa palavra existe?), não precisa carregar nenhuma bateria ou sistema elétrico de propulsão. Isso se traduz em menor peso, o que pode facilmente ser revertido em um comportamento dinâmico mais afiado, ainda mais ao considerarmos a expertise germânica no tema. Ainda assim, é parrudo: pesa 1.730 kg.
Diferente de outros modelos esportivos da BMW, o modelo ainda conta com a opção de vir equipado com uma caixa manual de seis marchas - mas não no Brasil. Aqui a M2 vem equipada com uma caixa de 8 velocidades fornecida pela ZF, tracionando o eixo traseiro.
Um outro ponto que muito me agrada é o design da M2. Diferente de outros BMWs atuais (iX, XM, série 8...), a marca não pesou a mão na hora de renovar o modelo, nem trouxe elementos que trouxeram estranheza ao desenho. Ok, faróis e lanternas são um pouco esquisitos, talvez pequenos demais, talvez com um formato estranho. Mas acho que as proporções da carroceria são tão equilibradas - capô alongado, traseira curta, caixas de roda alargadas dando aspecto musculoso ao carro, saídas duplas de escapamento - que o conjunto ótico acaba não estragando a presença que o carro tem. Realmente acho o stance da M2 sensacional!
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