A coisa apertou!
A Tesla ter disseminado os carros elétricos, tornando-os "populares", não é novidade para ninguém.
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| Imagens: Tesla China |
Também não é novidade a expansão da indústria de veículos elétricos da China, bem como o seu imenso salto qualitativo.
Era de se esperar, portanto, que a Tesla começasse a perder algum terreno para seus concorrentes asiáticos. E isso mesmo antes das tretas oriundas do bromance entre Elon Musk e Donald Trump...
O resultado do combo "evolução dos chineses + tensão EUA x China"? Queda das vendas da marca americana no mercado chinês. No segundo trimestre deste ano, a Tesla vendeu 4,3% a menos se comparada aos três primeiros meses do ano. A queda é ainda maior quando comparado ao mesmo período do ano passado: - 11,7%.
Logicamente a marca não poderia ficar parada - especialmente em um mercado que é não somente grande, mas também feroz. A Xiaomi recentemente lançou seu primeiro SUV, o YU7, o qual 240 mil intenções de compra já no dia do lançamento. A Onvo, subsidiária da Nio, apresentou seu novo SUV de até sete lugares, o L90, cujo frunk (o porta-malas frontal) tem capacidade para impressionantes 240 litros. Aito M8 e Li Auto i8 também representam uma ameaça vindoura no horizonte.
Para combatê-los, portanto, foi apresentada na última terça-feira, também conhecida como 19 de agosto de 2025, a mais nova versão do seu modelo Y: o Y L (o L aqui vem de long, suponho eu). Medindo 4,97 m de comprimento, o Y L é 18 cm maior em relação ao modelo Y tradicional, com 3,04 m de distância entre-eixos, incremento de 15 cm.
Mas algo me diz que esse aumento não foi suficiente...
Segundo o EV Insights, página chinesa que cobre o mercado local de carros elétricos, visitou uma concessionária Tesla na cidade de Guangzhou, antiga Cantão, localizada no sudeste da China, e constatou que o espaço disponível na terceira fileira de bancos é bastante reduzido. Segundo o portal, os dois bancos da terceira fila - o Y L possui uma configuração estilo 2 +2 +2 de fileiras de assentos - não oferecem um bom apoio para as coxas de seus ocupantes. O espaço para a cabeça é ainda pior: a cabeça de uma pessoa de 1,7 m fica a aproximadamente apenas um punho de distância do vidro traseiro, devido ao caimento das linhas to teto do SUV - cupê da Tesla.
Consegue imaginar a cuca de um cidadão batendo no vidro e queimando com o sol se um desses viesse ao Brasil? 
Imagens: EV Insights
A mala, quando todos os assentos estão em uso, também não é lá essas coisas, mas isso não é uma novidade no segmento de SUVs com três fileiras de bancos.
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| A terceira fila ainda está 10 cm acima das demais, reduzindo ainda mais o espaço |
Mas nem tudo está perdido, e o carro certamente tem seus predicados: seus dois motores (um por eixo) geram uma potência combinada de 462 cv, sendo alimentados por uma bateria de lítio ternária de 82 kWh, gerando uma autonomia de 751 km - no sempre otimista ciclo chinês, diga-se. Apesar das grandes dimensões - o bicho pesa 2 toneladas! - a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 4,5 segundos, conforme dados do fabricante.
O modelo Y L recebeu ainda outras melhorias, como uma nova tela central de 16 polegadas, novo sistema de áudio, carregador por indução de até 50W e airbags de cortina que cobrem até 95% da área longitudinal do carro.
Os preços do Tesla Y L começam, no mercado chinês, a partir dos 339 mil yuans, ou aproximadamente 260 mil reais, e suas primeiras unidades começarão a ser entregues no próximo mês de setembro.











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