Nova Fiat Toro

Neste último final de semana fui à Pontanegra Fiat, concessionária da marca italiana na capital potiguar, conhecer a nova Toro. 

 

Imagens: arquivo pessoal

As mudanças para 2026 foram majoritariamente estéticas, tendo em vista que a picape já havia recebido atualizações mecânicas no início do ano. 


 

Considerando que não se trata de uma nova geração, mas apenas de um facelift (ou seja, quando o carro não é completamente redesenhado, somente ganha alguns retoques), o time de design da Fiat no Brasil tinha um tremendo desafio à sua frente: como mexer no desenho de um carro que é um absoluto sucesso de vendas sem descaracterizá-lo? A Toro ganhou linhas mais verticalizadas, com o objetivo de deixá-la alinhada com a nova filosofia de estilo da marca, inaugurada na Europa no lançamento do novo Grande Panda. Na parte frontal houve mudanças na grade e no desenho do para-choque, com vincos mais pronunciados e com a grade dando um maior destaque à logo. As modificações, a depender da cor, da luz incidente e do ângulo, podem causar estranheza, principalmente quando se leva em consideração as linhas bem acertadas que a Toro teve desde o seu lançamento.


 

A parte mais estranha, porém, ficou na traseira: um recorte vertical na parte inferior da caçamba, como se fosse uma tomada de ar, traz desarmonia às linhas e é, certamente, uma adição desnecessária. 


 

Apesar das mudanças polêmicas, a Toro continua a ser um carro de design acertado no geral. O modelo conta ainda com novas rodas, de 17 ou 18 polegadas, a depender da versão escolhida.


 

Mudanças pontuais também no interior: cluster de sete polegadas com novo desenho, nova padronagem dos bancos, carregador por indução com saída de ar e freio de estacionamento eletrônico, com função autohold, além de nova manopla do câmbio. Contudo a Toro não tem o controle de cruzeiro adaptativo (ACC), item que faz falta para seus consumidores. No mais, aquilo que já se conhece bem da Toro: um carro com painel ergonômico, comandos de fácil acesso e acabamento simples, com plásticos rígidos, mas com bom encaixe - para quem procura soft-touch, há a opção da Ram Rampage, que utiliza a mesma plataforma da picape Fiat.


 

Na mecânica também foram poucas as atualizações, considerando que a Toro já havia recebido o novo motor 2.2 turbodiesel recentemente. A unidade, sempre acoplada com um câmbio automático de nove marchas e tração integral, rende 200 cv de potência e 45,9 kgfm de torque. Já o motor flex 1.3 turbo, recalibrado no início deste ano, possui quatro cilindros e é alimentado por injeção direta de combustível, possuindo ainda o sistema MultiAir III, o qual varia os tempos de admissão e escape do comando de válvulas a depender da tocada. Esse motor gera 176 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, seja com gasolina ou com etanol. Um ponto bastante positivo foi a adoção de freios a disco nas quatro rodas - antes os freios traseiros eram a tambor.

 

As versões e os preços da Toro para 2026 ficam da seguinte forma:

  • Toro Endurance T270 Flex AT6 2026: R$ 159.490;
  • Toro Freedom T270 Flex AT6 2026: R$ 169.490;
  • Toro Volcano T270 Flex AT6 2026: R$ 186.490;
  • Toro Ultra T270 Flex AT6 2026: R$ 196.490;
  • Toro Volcano TD450 Diesel AT9 2026: R$ 210.490;
  • Toro Ranch TD450 Diesel AT9 2026: R$ 228.490.
Atualizar a Toro é sempre uma tarefa hercúlea para a Fiat. Afinal o modelo não somente inaugurou um segmento novo, o das picapes de porte médio com estrutura monobloco (ok, quem inaugurou mesmo foi a Renault Oroch, mas essa não chega nem perto da Toro em termos de vendas), como também é líder absoluta em seu segmento. Além do mais, foi a Toro quem ajudou a finalmente quebrar o estigma de que Fiat caro não vende bem, levando às concessionárias da marca compradores que antes não cogitariam adquirir um de seus modelos. A marca sabe que não dá para errar com a Toro e, para isso, decidiu adotar uma estratégia conservadora. Creio que vá funcionar - por ora. 
 

 

 

 

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