Novo Citroën Basalt
O Basalt não é exatamente uma novidade. Afinal, o carro foi apresentado em 2024 e se tornou o carro chefe da Citroën no país. Mas o Basalt, assim como o C3 e o Aircross, destoavam daquela imagem construída pela marca francesa ao longo dos anos, pelo menos no Brasil: a de carros requintados, com design distinto e recheados de soluções tecnológicas inovadoras - afinal, por muitos tempo seu slogan foi creative technologie. Esse é um legado de fazer inveja a muitas marcas mas que, estranhamente, os franceses escantearam desde que passaram a fazer parte da Stellantis..jpeg)
Imagens: arquivo pessoal
Contudo estar na Stellantis certamente tem as suas benesses - os caras entendem o mercado brasileiro como ninguém. E uma das grandes queixas do público era - ora, ora - a falta de qualidade percebida nos Citroëns atuais, com a profusão de plásticos rígidos no interior dos modelos.
Antes de seguir, um breve disclaimer: apesar da imagem requintada cultivada pela marca do double chevron no Brasil, essa percepção não é exatamente a mesma na Europa, onde os seus modelos eram os veículos de entrada da PSA, grupo composto por Citroën e Peugeot, antes de sua fusão com a FCA (Fiat - Chrysler) formar a Stellantis. Então o posicionamento da Citroën como marca de entrada não é exatamente algo discrepante com a realidade.
Ainda assim, a Citroën decidiu agir e trouxe melhorias a sua linha - especialmente ao Basalt, seu carro-chefe.
A marca quis dar um toque chic ao carro, especialmente na versão Dark Edition, o seu topo de linha. Além da cor exclusive sting gray - que particularmente não gosto - o topo da gama traz apliques na carroceria e costuras vermelhas na cor André Red, em homenagem a André Citroën, fundador da empresa. Além disso, o Basalt Dark Edition conta com detalhes escurecidos, como teto, retrovisores, rodas de liga leve 16" e logotipo, além de aerofólio, pedaleiras e soleiras exclusivas. É um tratamento estético apenas, mas que deu um aspecto mais esmerado ao carro. A Citroën, no entanto, falhou em não oferecer faróis de led nem mesmo como opcionais.
Contudo mais importantes do que essas novidades - e não restritas somente à Dark Edition - foi a melhoria do acabamento interno, com a inclusão de uma faixa de couro na zona central do painei e no apoio do braço nas portas dianteiras. Ainda que os plásticos rígidos não tenham sumido do habitáculo do SUV cupê (afinal de contas, é um carro barato, ao menos nos padrões do mercado brasileiro em 2025), a adição do couro no painel, e também no volante, deu uma boa melhorada no interior do Basalt.
Outra imensa melhora tem natureza ergonômica, com os comandos dos vidros elétricos saindo do console central e indo às portas. Ademais o Basalt, apesar de ter uma central multimídia de 10", mantém botões físicos, especialmente para som e ar condicionado.
Um de seus maiores trunfos segue igual: o espaço interno, tanto a frente como também no banco de trás, com excelente espaço para as pernas, explicadas pelo bom entre-eixos de 2,64 m, chama atenção. O tunel central incomoda o passageiro do assento central, mas o espaço para a cabeça é bom, especialmente quando se considera que há um caimento no teto, já que falamos de um SUV cupê. O porta-malas é um latifúndio: com 490 litros, é mais do que suficiente para a maioria dos seus usuários.
No mais o Basalt segue como uma excelente proposta de custo X benefício: um carro espaçoso, bem equipado (ainda que não recheado de inovações como Citroëns de outrora) e com um interessantíssimo conjunto mecânico: saindo da versão de entrada, a Feel, que usa o motor 1.0 Firefly de 75 cv de potência junto com um câmbio manual, o Basalt utiliza o moderno conjunto de motor 1.0 turbo com sistema Multiair III, tricilíndrico e com injeção direta de combustível, rendendo 130 cavalos a 5.750 rpm e 20,4 kgfm de torque a 1.750 rpm, aliado a um câmbio CVT com sete marchas simuladas, da marca Aisin. O consumo também é interessante, com o Basalt fazendo no 12,1 km/l no ciclo urbano e 13,7 km/l na estrada, sempre a gasolina.
Os preços e as versões do Basalt são como seguem:
- Basalt Feel 1.0 MT, por R$ 93.990;
- Basalt Feel Turbo 200 AT, por R$ 108.990;
- Basalt Shine Turbo 200 AT, por R$ 113.90;
- Basalt Dark Edition Turbo 200 AT, por R$ 144.990.
A Citroën espera, não somente com as atualizações no Basalt, mas também no C3 e no Aircross, viver novamente seus tempos áureos no país. Predicados o SUV cupê tem, fato. O requinte ainda não está no nível dos saudosos Xsara, Xantia, XM ou das duas primeiras gerações do C3, mas é, definitivamente, uma passo na direção certa.
Obrigado à equipe da Dunas Citroën, concessionária da marca francesa em Natal, pela receptividade e simpatia!
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